Bitcoin protege os Direitos Humanos

“Para milhões de pessoas em todo o mundo é uma ferramenta para escapar da tirania” – disse Alex Gladstein, da Human Rights Foundation. “É o verdadeiro dinheiro da liberdade”.

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O Bitcoin conquistou alguns dos bilionários mais conhecidos da América, e instituições em todo o mundo o estão tratando como um ativo financeiro sério. Mas o preço do bitcoin é apenas uma parte da história.

Quer saibam ou não, as pessoas que compram bitcoin estão fortalecendo uma ferramenta para proteger os direitos humanos.

Essa forma ainda relativamente nova de dinheiro eletrônico é resistente à censura e à apreensão, sem fronteiras, não requer permissão, pseudônima, programável e peer-to-peer.

No bitcoin, as transações não passam por bancos ou intermediários financeiros. Eles viajam diretamente de uma pessoa para outra.
O processamento de pagamentos não é feito por uma empresa regulamentada, como Visa ou Mastercard, mas por uma rede global de software descentralizada. O armazenamento não é feito por um banco, mas pelos próprios usuários.

A emissão de bitcoins não é determinada pelos bancos centrais. O criador da moeda, Satoshi Nakamoto, definiu que ela teria um limite máximo de 21 milhões. Ninguém pode imprimir mais.

As transações de Bitcoin não podem ser interrompidas e você não precisa revelar seu nome, endereço ou número de telefone para participar. Você só precisa de acesso à internet.

Em 2017, o economista Paul Krugman descreveu o bitcoin como “uma coisa tecnológica sofisticada que ninguém realmente entende. Ainda não houve nenhuma demonstração de que realmente seja útil na condução de transações econômicas. Não há justificativa para seu valor”.

Krugman vive em um ambiente protegido em uma democracia liberal com proteções constitucionais. Sua moeda nativa é dominante no mundo e relativamente estável. É fácil para ele abrir uma conta bancária, usar um aplicativo móvel para pagar contas ou aumentar sua fortuna investindo em imóveis ou ações.

Mas nem todo mundo tem esse nível de privilégio. Cerca de 4,2 bilhões de pessoas vivem sob regimes autoritários que usam o dinheiro como ferramenta de vigilância e controle do Estado. Suas moedas são frequentemente desvalorizadas e eles estão, na sua maioria, isolados do sistema internacional de que Krugman desfruta. Para eles, economizar e fazer transações fora do alcance do governo não é um negócio obscuro. É uma forma de preservar suas liberdades.

Estamos no meio de uma grande transformação digital, uma época em que o dinheiro, um dos últimos bastiões da privacidade e da liberdade, está desaparecendo. As pessoas dependem cada vez mais de aplicativos facilmente monitorados, como Apple Pay e AliPay – e, talvez em breve, moedas digitais emitidas por bancos centrais como seu principal meio de troca.

O Bitcoin oferece uma alternativa ao nosso sistema financeiro cada vez mais centralizado. Dá a qualquer ativista ou jornalista uma maneira de arrecadar fundos sem censura, uma maneira de economizar apesar do impacto corrosivo da impressão excessiva de dinheiro e uma maneira de teletransportar valor sem permissão.

O Bitcoin não era tão poderoso há cinco anos, antes de ter liquidez global. Mas hoje, surgiram corretoras em todas as regiões, o volume diário de negociação excede o da Apple e outras ações populares, além disso, os mercados peer to peer, como Paxful e LocalBitcoins, ampliaram seu alcance, permitindo aos usuários vender bitcoin em moeda local em quase qualquer lugar no mundo.

Talvez você não precise de bitcoin. Talvez você não entenda bitcoin. Talvez PayPal, Pix ou sua conta bancária atenda perfeitamente às suas necessidades.

Mas não rotule o bitcoin simplesmente como um veículo para especulação financeira. É o verdadeiro dinheiro da liberdade.

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Texto original e links: https://reason.com/video/2021/02/05/bitcoin-is-protecting-human-rights-around-the-world/
Vídeo original: https://www.youtube.com/watch?v=xLYYh4aPXAM

Escrito e narrado originalmente por Alex Gladstein. Gráficos por Lex Villena. Som original por Isaac Reese e Regan Taylor.

Versão bitcoinheira em português do Brasil: @bitdov

Músicas: “Countdown” e “2049” by Synthwave Goose.

Créditos das fotos: Aristidis Vafeiadakis Zuma Press/Newscom, Vernon Yuen Zuma Press/Newscom, ID 12085637© Artem Samokhvalov| Dreamstime.com, ID 10620275© EmeraldUmbrellaStudio| Dreamstime.com, ID 53155927© Emma Frater Dreamstime.com, Photo 29566579 © Breakers Dreamstime.com, Roman Camacho Zuma Press/Newscom, ID 170668499© Michael Vi Dreamstime.com, ID 41034616© Bigapplestock| Dreamstime.com, ID 204283371© Brett Hondow| Dreamstime.com, ID 78877294© Jlcst| Dreamstime.com

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