Impeachment Bolsonaro, Auxílio Emergencial e privatização da Eletrobrás (ELET3) | Terceiro Turno #4

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Em mais um bate-papo trazendo os assuntos mais quentes da política, Ricardo Mioto recebe Lucas Aragão no Terceiro Turno de hoje.

0:35 Começando com a pergunta que não que calar: vai ter impeachment do presidente ?

Lucas diz que no momento, não é provável. Contudo, em suas palavras, todo presidente brasileiro já entra no cargo sabendo que existe essa possiblidade, uma vez que foi um mecanismo já usado e que não resultou em grandes traumas. Continuando nesse assunto, Ricardo e Aragão comentam sobre os fatores que dificultam a saída de Bolsonaro. Para que o impeachment ocorra é preciso de motivação, além do motivo. E por esse lado, a popularidade do presidente ainda é muito confortável. Além disso, o “Day after” – o vice-presidente- também tem suas complicações.

5:40 Falando sobre o auxílio emergencial, existe um boato de que a medida iria voltar à tona caso a pandemia se mostrasse “mais grave do que parece”. Qual a probabilidade de se tornar realidade?

Segundo Lucas, o auxílio emergencial como vimos no passado não vai acontecer novamente. Por que? Em 2020 estávamos em um estado de calamidade. Hoje não mais. Caso o congresso queira, proativamente, retornar com o auxílio, será preciso indicar uma fonte de recursos – que atualmente é inexistente. O segundo ponto: o governo até poderia editar uma medida provisória abrindo crédito extraordinário para o auxílio emergencial, fora do teto de gastos. Porém, o mercado reagiria mal à essa situação, uma vez que a dívida seria gerada de qualquer maneira.

10:25 Seguindo para os membros do governo: Eduardo Pazuello, corre risco ou não? E Ernesto Araújo?

É fato que uma reforma ministerial é natural depois de uma reformulação de poder na câmara e no senado. Lucas diz que Pazuello corre risco, independente do sucesso da vacinação. Se a pandemia estiver mais controlada, é possível que o ministro saia pela porta da frente. Caso contrário, a saída pode ter uma narrativa um pouco mais negativa.

Já Ernesto Araújo está numa situação diferente. Araújo irritou muita gente, situação que chegou no congresso, que rejeitou a indicação do diplomata para um cargo. Porém, a escolha de um chanceler é muito pessoal do presidente, e por isso é difícil prever o que pode acontecer.

20:00 Falando em China, recentemente vimos uma forte preocupação com insumos da vacina e o governo brasileiro acabou diminuindo o tom para com o país. E mais, se fala na moeda de troca ter sido o 5G brasileiro. Como está essa relação?

Lucas diz não achar que a situação foi “preto no branco”. A decisão da Huawei ainda está em aberto e existe muita resistência no mundo. O grande erro do Brasil em relação à China foi ter sido barulhento demais nos ataques.

23:16 Voltando o assunto para Jair Bolsonaro, o quando a hipótese vista em alguns jornais de que ele é seu próprio inimigo faz sentido?

A opinião vista dentro do palácio e de alguns ministros é que sim, Bolsonaro é seu próprio inimigo para 2021. Na opinião de Aragão: se olharmos para o país hoje, não existe narrativa politica sem ser a do presidente. O Dória começa a ter uma pequena narrativa com a questão da vacina e além disso, o governo é confuso em várias frentes, situação agravada pela pandemia.

29:25 Faltando alguns dias para as eleições da câmara, o assunto não poderia ficar de fora. O que se vê é que Arthur Lira já está se dando como eleito. Isso é fato?

No princípio achava-se que o núcleo de Maia seria o favorito, mas a campanha foi mal conduzida. Houve uma grande demora na escolha do candidato, enquanto Lira já estava em campanha forte. Além disso, falando com membros do partido, Lucas diz ter tidos respostas bem parecidas com relação à essa situação: Maia personificou demais a disputa e Baleia demorou demais para ir para o “corpo a corpo”.

32:54 Durante o vídeo, Ricardo e Lucas falaram bastante da popularidade de Bolsonaro. Uma notícia muito discutida essa semana foi a questão dos alimentos – em especial o leite condensado. A pergunta: foi um pouco de injustiça?

Lucas responde que sim. Em sua opinião, o governo precisa antever esse tipo de problema e nesse caso, faltou um gerenciamento de crise. Porém, como a disputa ficou muito travada nas redes sociais, Aragão acredita que história não tenha um grande impacto a longo prazo.

34:33 Caminhando para o final, Mioto traz a notícia da saída de Wilson Ferraz da Eletrobrás e diz ser difícil não relacionar com a insatisfação com o avanço da privatização. Olhando esse cenário: está desmoronando a ideia das estatais serem tocadas por executivos de verdade? O investidor deveria “desistir” ou é muito pessimismo?

Aragão diz ser pessimismo, uma vez que as estatais brasileiras sempre precisa de um asterisco. Essas empresas terão momentos melhores, mas nunca serão autônomas. Nesse caso, a saída de Wilson não dificultou a privatização. Está sempre será difícil e uma decisão política.

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