Itens filtrados por data: Sábado, 01 Fevereiro 2020

 

A Comissão de Valores Mobiliários do Brasil (CVM) destacou, no Boletim de Mercado da CVM de 2020, publicado em 30 de janeiro que o valor total de captações no mercado de capitais alcançou a marca de R$ 450,7 bilhões, 62% maior que em 2018. O valor também engloba investimentos realizados em fundos, aprovados pela CVM, lastreados em criptomoedas como os da Hasdex e da BLP Assets.

 

Contudo, segundo a CVM, os investimentos em criptoativos não são os preferidos entre os investidores que optam por aplicações reguladas pela autarquia. Quem se destaca neste cenário é o mercado de dívida que continuou se destacando, com crescimento em todos os seus segmentos.

 

Essa indústria respondeu por cerca de 63% do total de captações no ano (R$ 286,6 bilhões), em especial as emissões de debêntures (R$ 185,8 bilhões) e FIDCs (R$ 36,3 bilhões), ambos renovando suas marcas históricas. Segundo a CVM, em 2019, as emissões de ações voltaram a crescer, após a queda observada em 2018, alcançando a marca de R$ 90,1 bilhões captados junto ao público investidor.

 

Já no caso no total de valores mobiliários sob a regulação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), incluindo os fundos de criptomoedas, encerrou o ano estimado em cerca de R$ 35 trilhões, crescimento de 85% em relação ao final do ano anterior. Ainda de acordo com o documento, o número de participantes regulados atingiu a marca de 54.458, representando alta de 6,8% em relação ao final do ano anterior.

 

“O maior colaborador para o crescimento do número de regulados foi o registro de novos agentes autônomos de investimento, totalizando 10.798 agentes registrados, aumento de 38,8% em relação ao final de 2018. Vale destacar ainda o número de plataformas de crowdfunding, 26 registradas até 2019, ante as 14 autorizadas em 2018”, destacou Bruno Luna, chefe da Assessoria de Análise Econômica e de Gestão de Riscos da CVM.

 

 

Em 2018, a indústria de FII atingiu o número de 200 mil investidores, sendo destaque à época. Em 2019, o total de investidores desse segmento se aproxima de 600 mil investidores, conforme último Boletim publicado pela B3, além de ter obtido marca história em captações, respondendo por R$ 42,1 bilhões das emissões no período.

 

“2019 foi um ano de quebra de marcas para o mercado de capitais, fortemente influenciado pela queda da taxa Selic, que, hoje, está em sua mínima histórica. A manutenção desse cenário tende a atrair o público investidor, permitindo o mercado privado competir em condições mais favoráveis e reduzindo o custo do financiamento corporativo. O crescimento recorde observado nas captações via emissão de títulos de dívida e o aumento no número de investidores é um efeito direto disso”, complementou Bruno Luna.

 

O chefe da ASA/CVM também ressalta que a revisão da regulamentação de ofertas públicas, tema da Agenda Regulatória CVM 2020, está alinhada a esse novo cenário de crescimento.

 

“Essa revisão, que buscará simplificar as regras para captação de recursos, fortalecerá o ambiente de distribuições públicas. Além disso, a reforma das normas aplicadas aos FIDCs e o aprimoramento dos mecanismos de participação dos investidores por meio do voto a distância, temas também da nossa Agenda Regulatória de 2020, serão igualmente vetores desse novo cenário”, concluiu Bruno.

 

Como noticiou o Cointelegraph, no Brasil os fundos regulados pela CVM que estão autorizados a investir em Bitcoin e Criptomoedas são os da Hashdex (Hashdex Digital Assets Discovery; Hashdex Digital Assets Explorer e o Hashdex Digital Assets Voyager - somente este último 100% cripto) e os da BLP Assets (BLP Crypto Assets FIM, BLP Criptoativos FIM e Genesis Block Fund Ltd)

 

Fonte:  Cointelegraph.com

 

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