O Bitcoin Halving está há aproximadamente 8 dias para acontecer.

Mas já há muito tempo, os investidores em criptomoeda debatem quais serão os impactos a curto prazo deste evento.

 

No longo prazo, é inquestionavelmente otimista! Afinal, causa uma redução anual de 50% na inflação para o BTC.

Mas os impactos a curto prazo são altamente especulativos.

Conjuntos limitados de dados dificultam a busca de precedentes históricos para orientação.

 

Um analista está observando, no entanto, que o evento é tipicamente seguido por uma forte liquidação após a sua conclusão.

Um sinal de que o rally do BTC em andamento pode vir a ser passageiro.

 

 

A recuperação de preço do Bitcoin e o rally

 

Esta recuperação rápida no preço do Bitcoin que está acontecendo desde o crash de Março, pode ter uma explicação.

Os investidores têm participado mais do mercado conforme as expectativas pelo Halving crescem.

 

É importante notar que, embora isso possa ser uma causa parcial para a recuperação de mais de 100% observada nas últimas semanas, provavelmente decorre mais da enorme força técnica.

Esta força técnica foi formada como resultado da recuperação em forma de “V” vista no dias após o declínio do preço do Bitcoin para mínimos de US $ 3.800.

 

Veja no gráfico abaixo, que o volume de pesquisa pelo termo “Bitcoin Halving” no Google Trends aumentou.

Isso significa que há um interesse global significativo nesse evento!

 

 

Como visto no gráfico acima, parece que o volume de pesquisas para “Bitcoin Halving” começou a ficar parabólico no início de abril.

E não mostra sinais de desaceleração à medida que o evento se aproxima rapidamente.

 

O interesse neste evento está enraizado principalmente em seus potenciais impactos de curto prazo no preço da criptomoeda Bitcoin.

 

Um analista popular do Bitcoin chamado PlanB falou recentemente sobre como a contagem regressiva para o Halving está relacionado ao “Stock-to-flow”.

 

O stock-to-flow é seu modelo extremamente popular - e controverso - de estoque para fluxo, que prevê que o BTC começará a subir para US $ 100.000 no tempo que se segue ao Halving do Bitcoin.

 

"Atualização do gráfico: Halving do Bitcoin em 12 de maio... então começa", disse ele enquanto apontava para o gráfico visto abaixo.

 

 

O Halving pode ser seguido por uma brutal liquidação

 

Apesar do modelo S2F (Stock-to-flow) do PlanB prever que o Bitcoin iniciará outro rally parabólico nos próximos meses, a história parece sugerir que o BTC verá uma brutal liquidação pós Halving.

 

Um analista de criptografia popular no Twitter falou sobre isso em um post recente no Twitter.

Theta Seek explica que, historicamente, o BTC possui vendas notáveis ​​nos 1-2 meses seguintes ao Halving de Bitcoin.

 

“Para aqueles que estão passando pelo primeiro Halving de Bitcoin, parabéns, você conseguiu! Historicamente, o preço do BTC tende a cair nos primeiros 1-2 meses após o Halving. A história se repete?"

 

Embora o Bitcoin tenha visto apenas dois Halvings antes deste e o tamanho da amostra seja muito pequena para se obter tendências conclusivas, é possível que a falta de uma imensa alta assim que o Bitcoin Halving seja concluído ocorra uma decepção entre os especuladores.

 

Fonte: NewsBTC

Publicado em Bitcoin
Quarta, 12 Fevereiro 2020 14:46

Mineração, conheças a História ! ! !

 

Imagine ligar seu computador, abrir um programa e receber 50 Bitcoins a cada 10 minutos?

 

Essa era a realidade de muitas pessoas que chegaram no mercado de bitcoin ainda no começo. O Bitcoin era tratado apenas como um hobby ou um artigo colecionável na internet.

No entanto, a evolução da mineração de Bitcoin evoluiu de computadores domésticos para fábricas com escala industrial.

Hoje, não há mais espaço para aventureiros. O mercado ficou altamente eficiente e qualificado, onde apenas os melhores sobrevivem. Nesse mercado, reina o conceito econômico de Teoria dos Jogos, do brilhante matemático John Nash. Cada um visa seu interesse e age com base no que o outro irá fazer.

Será explicado ao longo do texto a evolução desse mercado, do conceito de eficiência e o conceito econômico da Teoria dos Jogos. 


Uma breve revisão sobre a mineração de Bitcoin

Minerar Bitcoin, de forma resumida, é emprestar seu computador para verificar a autenticidade de todas as transações na rede. Você emprega poder de processamento, gasta energia e recebe uma recompensa em Bitcoins como incentivo econômico.

As transações são organizadas em um conjunto, conhecido como bloco. A cada 10 minutos, um novo bloco é verificado por mineradores através de um processo de competição. Existe uma corrida para verificar esse bloco. Quem vence, ganha a recompensa em Bitcoins.

A mineração é a fundação de todo o sistema do Bitcoin. Sem ela, não existiria segurança nas transações, o que comprometeria a confiança de toda a rede. Afinal, sem verificação o sistema estaria suscetível à fraudes e não seria muito diferente de uma moeda de World of Warcraft.

O mais interessante é o conceito econômico por trás disso. Ninguém minera Bitcoin por benevolência, todos querem minerar a maior quantidade de maneira mais eficiente possível. Isso causou uma grande evolução nos equipamentos de mineração.

De laptops a supercomputadores

No começo, era possível minerar Bitcoin em um simples laptop com um Pentium 4 ou qualquer processador com mais de dois núcleos. Apenas curiosos e criptógrafos conseguiram minerar nos primeiros meses. O programa era um pouco inacessível para quem não entendia programação.

 

mineração de bitcoin

 

Minerar Bitcoin era para hobbystas, pois era difícil ganhar um dinheiro relevante para se viver exclusivamente disso. No entanto, o preço do Bitcoin foi subindo e atraindo mais pessoas interessadas, aumentando a competição da atividade. Com isso, algumas pessoas usavam computadores um pouco mais potentes.

Depois de usar processadores de computadores, os mineradores começaram a utilizar GPUs, ou Placas de Vídeo para minerar. Existe uma razão para isso: GPU é melhor para processar dados do que um processador de computador. A partir daí, o que era hobby ou “brincadeira”, passou a virar coisa séria.

 

minerar bitcoin com placa de vídeo

 

 

A partir de junho de 2011, surgiram as primeiras placas FPGA (Field Programmable Gate Array), que consistiam em chips de processamento integrados em um circuito. A principal vantagem era o poder de processamento junto de um baixo custo de energia. Afinal, manter computador com placa de vídeo ligada custa dinheiro.

Essa, na prática, foi a primeira Asics de Bitcoin.

 

As FPGAs foram uma espécie de embrião de um circuito de chips que ficaram conhecidos como ASICs. Nesse momento, surgia uma preocupação em se tornar mais energeticamente eficiente frente aos possíveis concorrentes.

A mineração de FPGAs durou de 2011 até o final de 2012, que foi quando surgiram as primeiras máquinas ASICs da Avalon, Butterfly Labs e Cointerra. Elas eram ainda mais eficientes em processamento e gasto energético do que as FPGAs e as GPUs, que logo trataram de sair de cena.

 

As Asics conseguiram aperfeiçoar a mineração de Bitcoin de forma extaordinária.

 


Em 2013, o Bitcoin começaria um dos maiores ciclos de valorização de toda sua história. Começou o ano cotado a US$ 12 e terminou 2013 cotado em US$ 933, com uma valorização de 6987%. Essa corrida de preço atraiu muitos interessados, entre eles a Bitmain, a maior produtora de ASICs do mundo.

preço do Bitcoin em 2013
Preço do Bitcoin em 2013. Fonte: TradingView.

 

A industrialização da mineração

A Bitmain criou os melhores ASICs do mercado, sob o ponto de vista de gasto energético. A partir de 2013, principalmente depois do estouro da bolha no preço, o mercado de mineração se tornou ainda mais competitivo. As ASICs tomaram conta e surgiram as primeiras fazendas de mineração.

Disparada do Hashrate no ano de 2013, após introdução das Asics.

 

Alguns mineradores passaram a projetar plantas industriais para colocar em prática a mineração de Bitcoin. As máquinas precisam de espaço e principalmente refrigeração, pois esquentam muito. Sem uma refrigeração adequada, as ASICs poderiam explodir e causar um grande prejuízo para o produtor.

Com isso, a corrida não passou a ser mais para obter as melhores máquinas do mercado. Afinal, de nada vale ter o computador mais potente se você gasta muito mais do que arrecada com energia e refrigeração.

Agora a questão está na eficiência energética. Por isso, a mineração está saindo da China e indo para países que têm: energia barata e clima frio. Hoje, países como Sibéria, Canadá, Estados Unidos, Noruega e Islândia estão despontando com os locais favoritos dos mineradores.

O objetivo é simples: reduzir custos com energia elétrica e colocar a máquina para rodar pelo maior tempo possível. Com isso, o mercado se tornou extremamente competitivo na busca da eficiência.

O que assusta os mineradores de criptomoedas?

A competição sempre deixa qualquer um preocupado. E isso não é diferente no caso dos mineradores. O Bitcoin é limitado a 21 milhões de unidades, com uma quantia temporariamente fixa a ser emitida no bloco.

Para piorar, essa quantia diminui pela metade a cada 4 anos. Ou seja: menos Bitcoin para receber e maior competição assustam mineradores.

Esse grau de competitividade pode ser visto pela métrica Hashrate, que mede o poder computacional da rede. Quanto maior o Hashrate, maior o número de máquinas ligadas competindo para ganhar Bitcoins a cada 10 minutos. Por outro lado, quanto menor o Hash, menor será a competição.

Em suma, aumento de grau de competição com menor recompensa para os participantes é um dos maiores temores dos mineradores. É muito difícil competir em um mercado extremamente sofisticado e eficiente, de forma que apenas os melhores conseguem se manter em atividade.

A Teoria dos Jogos e a Mineração de Bitcoin

O mercado de mineração é uma representação perfeita da Teoria dos Jogos. Onde cada participante do mercado compete visando seu próprio interesse. A melhor maneira de explicar isso é através do famoso Dilema do Prisioneiro.

Suponha que você e seu comparsa tenham sido presos em um caso de corrupção. A polícia colocou ambos em celas separadas e propôs um acordo de delação premiada. Se você o delatar, ficará preso por 1 ano, caso seu amigo não o entregue.

Se ambos ficarem quietos, pegam 2 anos. Caso você não confesse e seu amigo te entregue, você ficará preso 10 anos, enquanto ele ficará preso por apenas 1 ano. Veja a dinâmica abaixo:

dilema do prisioneiro
                 O Dilema do Prisioneiro


Agora fica o dilema: entregar ou não? Se vocês forem melhores amigos de infância, provavelmente poderiam confiar um no outro para ficarem quietos, o que seria o melhor resultado para todo mundo.

Mas como são apenas colegas de crime, não confiam um no outro. Pior, você ficará com medo de ser delatado e resolve delatar. No fim, se ambos confessarem o crime, pegarão 3 anos de prisão, o que seria um resultado pior, mas menos pior do que ficar preso 10 anos.

A mineração funciona de forma semelhante a Teoria dos Jogos. Quando a lucratividade da mineração está baixa ou negativa, ganha quem tiver mais caixa para segurar o período. Os mineradores ineficientes são expulsos do mercado e o Hashrate despenca, exatamente como aconteceu no ano de 2018.

 

hashrate bitcoin
Hashrate do Bitcoin. Fonte: Blockchain.com

 

Nesse caso, os mineradores ficam segurando uma operação não lucrativa com a expectativa de que seus concorrentes deixem o mercado. Caso essa competição se estenda por muito tempo, todos os mineradores poderiam quebrar, o que causaria uma grande queda de poder computacional da rede.

Nesses cenários de quebra, mineradores poderiam vender suas máquinas e seus Bitcoins em peso para mitigar os custos. Isso levaria a uma grande queda no preço. No entanto, essa hipótese não é um consenso.

Uma pesquisa do brasileiro Felipe Sant’anna mostra que os mineradores não influenciam tanto no preço do Bitcoin, porque o mercado já está altamente sofisticado e os mineradores não representam um grande peso no volume de negociação.

 

 

Não ao desperdício energético

O mercado se tornou tão competitivo, que desperdício de energia não é mais tolerável. Qualquer lugar que tenha energia sobrando, haverá algum minerador instalando alguma fazenda de mineração.

Em alguns casos, a mineração pode fazer uma forte sinergia com atividades que dependam do calor. Mineradores podem se reunir com produtores de outras atividades para rachar o custo energético e oferecer calor para quem precisa gastar com aquecedor, por exemplo.

No Canadá, alguns mineradores estão utilizando suas fazendas em conjunto com uma criação de peixes e plantas de outras culturas. Isso mostra que o mercado se adapta e cria novas soluções. O Bitcoin não desperdiça energia, ele otimiza o seu uso.

Qual é o futuro da mineração?

O halving e a limitação do Bitcoin são dois fatores que vão impactar bastante a mineração nos próximos anos. Lá por 2040, apenas um resíduo de Bitcoins restará para ser minerado, de forma que apenas os mais eficientes se manterão de pé. Mas, citando uma das minhas frases favoritas: “Nenhum rei governa para sempre”.

Ciclos de mercado no Bitcoin estão acontecendo, mineradores quebram e novos entram no jogo. As regras estão definidas, o jogo continua e entra quem quer. De certa forma, o Bitcoin é Antifrágil, ele estará lá, pessoas estarão dispostas a minerá-lo porque ele é raro.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Publicado em Bitcoin

 

A falta de entendimento pode estar dificultando o aumento do Bitcoin para entre US $ 50.000 e US $ 100.000.

 

O Bitcoin passará pelo seu terceiro evento pela metade até o momento em maio deste ano. O fornecimento do novo BTC liberado para os mineradores com cada bloco reduzirá pela metade para 6,25 BTC.

O impacto do evento tem sido fonte de muitos debates no setor. 

De acordo com o analista de ativos de criptografia Plano B (@ 100 trilhões de BTC), o mercado de Bitcoin dá gravidade indevida a certos riscos. Para o plano B , esse é o caso do próximo evento pela metade.

O analista pediu recentemente aos seguidores no Twitter opiniões sobre o corte no fornecimento de Bitcoin. Pouco mais da metade (53,8%) dos 7.734 participantes da pesquisa disse que não haveria uma chamada "espiral da morte" após a metade. No entanto, o Plano B está mais preocupado com aqueles que não têm certeza do impacto da metade sobre os mineiros.

 

View image on Twitter

 

Alguns observadores da indústria acreditam que a redução pela metade tornará proibitivamente caro minerar Bitcoin. Com as mineradoras efetivamente recebendo um corte de 50% em maio deste ano, teme-se que elas precisem despejar moedas no mercado, reduzindo o preço e tornando a mineração ainda menos lucrativa.

Para o Plano B, o fato de muitos dos participantes da pesquisa parecerem inseguros sobre a existência de uma capitulação massiva de mineração após a metade, fornece evidências de que o mercado ainda é fraco na avaliação de riscos.

Como o analista explica em um post recente do Medium , o mercado especificamente valoriza muito as possíveis armadilhas do Bitcoin. Uma delas é uma espiral da morte da mineração após a metade.

 

Esses riscos equivocados estão atrapalhando os ganhos do BTC?

Para o Plano B, esse evento representa um risco "efetivamente zero" para o Bitcoin. Para eles, aqueles que respondem de uma maneira que indica que percebem um risco de uma espiral da morte ou não têm certeza fazem parte da resistência entre os preços atuais do Bitcoin e aqueles previstos pelo modelo de estoque-fluxo muito citado pelo valor do Bitcoin.

O Plano B foi o autor de "Modelando o Valor do Bitcoin com Escassez" no ano passado. No artigo, o analista defende que a relação entre o tamanho das reservas existentes de um ativo (estoque) e a quantidade de produtores desse ativo pode criar a cada ano (fluxo).

O Bitcoin, como o ouro, exibe uma alta relação estoque / fluxo. Os investidores acumulam os dois ativos. No artigo, o Plano B defende que o fluxo de estoque do Bitcoin se ajusta à força a cada quatro anos como resultado de cortes pela metade. A diminuição repentina do fluxo sem alteração real do estoque cria uma proporção mais alta ou um ativo mais acumulável.

O plano B usa dados de preços anteriores das duas primeiras partes para fazer projeções sobre o preço do Bitcoin daqui para frente. Com base nisso, o analista acredita que o preço do BTC chegará a US $ 55.000 em algum momento entre a metade de três e quatro. No entanto, conforme o tweet acima, o Plano B acredita que a falta de entendimento da metade está impedindo a decolagem do preço nessa direção agora.

Fonte: https://www.newsbtc.com/2020/01/23/mining-death-spiral-100000-bitcoin/

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Nos períodos de um ano após os dois halvings anteriores, em novembro de 2012 e julho de 2016, o bitcoin subiu cerca de 80 vezes 

 

Se você não é um entusiasta do bitcoin, provavelmente não sabe o que acontecerá no próximo ano: o chamado halving, que reduzirá a produção da criptomoeda pela metade. Ninguém controla este processo. É uma regra escrita no código do bitcoin pelo seu suposto criador, Satoshi Nakamoto, há mais de uma década.

O evento, previsto para maio de 2020, reduzirá pela metade o número de novas moedas de bitcoin produzidas pelos mineradores, que usam equipamentos especializados para resolver complexos quebra-cabeças matemáticos. A solução destes problemas gera moedas de bitcoins. Essa é uma grande mudança em um mercado que vale cerca de US$ 120 bilhões, no qual bilhões de dólares em bitcoins são criados a cada ano.

Grupos conhecidos estão se preparando para as acentuadas altas do preço e da volatilidade que costumam acompanhar os halvings, efeito que ocorre aproximadamente a cada quatro anos para garantir a escassez de bitcoins e segurar a inflação.

É provável que haja vencedores e perdedores. Assim, os agentes do mercado, como mineradores e operadores de bitcoins, estão tentando entender como o próximo halving se desdobrará para conseguirem uma vantagem. "Esta é a maior questão agora para a maior parte da indústria", disse Eyal Avramovich, presidente-executivo da MineBest, empresa sediada em Varsóvia que minera bitcoin.

A queda na produção de bitcoin reforça uma das razões pelas quais a moeda digital descentralizada confunde a regulamentação e a aceitação do mercado financeiro tradicional: seu destino permanece ligado a fatores tecnológicos arcanos.

Em teoria, se a oferta é cortada e a demanda permanece constante, os preços deveriam subir. Desta vez, sete operadores e mineradores entrevistados pela Reuters disseram que o halving de maio provavelmente levará a uma maior volatilidade e volume de negociação. No entanto, o corte no fornecimento está mais precificado que os anteriores, disseram eles, com muitos operadores já preparados para o evento.

Nos períodos de um ano após os dois halvings anteriores, em novembro de 2012 e julho de 2016, o bitcoin subiu cerca de 80 vezes e quatro vezes, respectivamente. Não está claro o quanto dessas altas podem ser atribuídas aos halvings, em comparação com outros fatores.

Desta vez, os mercados de derivativos de bitcoin – ainda em seu início – apontam para uma maior volatilidade no período do halving, disse Jeff Dorman, da Arca, uma empresa de investimentos em criptmoedas dos EUA. "Para nós, o evento será positivo porque causa atividade no mercado", disse Ha Duong, da Cambrial, um investidor de criptomoedas de Berlim.

Mas para os mineradores que possuem grandes estoques de bitcoin, a volatilidade também pode ser um obstáculo. Para eles, a estabilidade de preços oferece maior previsibilidade para investimentos em novos equipamentos de mineração.

Embora os contratos futuros de bitcoin permitam que os mineradores se protejam do risco, atualmente existem poucas ferramentas para se proteger adequadamente da volatilidade, disse Ricky Li, co-fundador da Altonomy, corretora de criptomoedas. "Se você deseja uma volatilidade de longo prazo, os contratos de opções disponíveis no mercado atualmente não têm esse prazo", afirmou.


Tom Wilson/Reuter

Fonte: https://domtotal.com/noticia/1410657/2019/12/halving-do-bitcoin-podera-abalar-mercados-de-criptomoedas-em-2020/

Publicado em Bitcoin

Isso não é recomendação de investimento, é um estudo do acompanhamento histórico dos 10 anos do BITCOIN baseado em seu HALVING.

Faltam 508 dias para o próximo HALVING do bitcoin (no momento da escrita desse artigo) para acompanhar em tempo real a contagem regressiva acesse: https://www.bitcoinblockhalf.com

O que é Halving do Bitcoin?

Quando Satoshi Nakamoto escreveu o protocolo do bitcoin, ele buscou construir um sistema auto-sustentável, deflacionário e que de alguma forma emulasse a mineração de ouro. Sendo assim, com o tempo, a recompensa pela mineração diminui lentamente para controlar o suprimento da moeda.

A recompensa da rede é calculada baseando-se no número do bloco. O primeiro bloco tinha como recompensa 50 bitcoins, reduzindo pela metade essa quantia, a cada 210.000 blocos. Como cada bloco é emitido em uma taxa fixa de 10 minutos, a redução pela metade (halving) ocorre a cada 4 anos.

A emissão limite do bitcoin é pré-estabelecida em 21 milhões de moedas. Dessa forma, em 2140 todos os bitcoin já terão sido emitidos e a recompensa dos mineradores será apenas as fees. Segundo Satoshi Nakamoto:

“A adição constante de uma constante de quantidade de novas moedas é análoga a mineradores de ouro que gastam recursos para adicionar ouro à circulação. No nosso caso, é o tempo de CPU e a eletricidade que é gasta. ” consulta ao White Paper original pode ser feita aqui.

O primeiro halving ocorreu em 2012 e novamente em 2016. Da mesma forma, acontecerá novamente em 2020 e 2024. Após as duas últimas divisórias de bitcoin, a recompensa de bloco atual é agora de 12,5 bitcoins. No ano 2020, será 6,25 e assim por diante.

Impactos do Halving

  • Prolongar o sistema de recompensa, o incentivo à mineração e a longevidade da moeda
  • Aumentar o preço da moeda no longo prazo, através da escassez da oferta da unidade monetária
  • Aumentar o custo da mineração de cada unidade bitcoin, faz com que a negociação de cada bitcoin também tenda à aumentar com o tempo.

E quando não houver mais recompensas?

Agora você pode estar se perguntando, o que ocorrerá com bitcoin quando não houver mais emissão de novos bitcoins para recompensar os usuários? Todos os mineradores vão desligar suas máquinas e a rede vai acabar?

Tempo

Como já dito anteriormente, o fim da emissão de novos bitcoins ocorrerá apenas em 2140, isso significa mais de um século de funcionamento da rede. Nesse meio tempo, muita coisa pode acontecer e modificar completamente o mundo das transações econômicas.

Fees

Os mineradores que resolvem o problema matemático e incluem o bloco na blockchain, recebem, além dos bitcoins recém emitidos, as fees de todas as transações que foram incluídas dentro do bloco. Todos os dias, centenas ou mesmo milhares de dólares são pagos em taxas de transação (dependendo do hashpower da rede).

No futuro, as fees podem chegar a um determinado valor (que será dado pelo mercado) que torne lucrativa a atividade de mineração.

Para conferir a recompensa das fees por bloco, acesse: anduck.net/bitcoin/fees/

 

Para Conhecimentos Gerais — Recompensa no Bitcoin

O Bitcoin é um sistema de dinheiro eletrônico ponto-a-ponto (conhecido como peer-to-peer ou P2P), isso significa que não há uma autoridade central comandando o protocolo. As unidades bitcoin não são emitidas ou administradas por governos, bancos, servidores centrais ou qualquer outra autoridade. Os bitcoins são emitidos através de um processo chamado “mineração”.

A mineração consiste em computadores emprestando poder de processamento para resolver um problema matemático que irá validar as transações que ocorrem na rede bitcoin. O processo de mineração consume incontáveis ​​mil watts de eletricidade e atualmente requer hardwares especializados que custam caro. Por isso, as pessoas que gastam seu dinheiro escasso para emprestar poder computacional para minerar bitcoins esperam uma recompensa.

A fim de incentivar as pessoas a minerarem bitcoins (ou outras criptomoedas que lançam mão da mineração para validar suas transações), cada bloco contém dois tipos de recompensa: novos bitcoins recém criados e as fees(pequenas taxas) das transações. Tais recompensas são dadas ao minerador ou ao conjunto de mineradores (no caso das pools) que resolvem com sucesso o problema matemático e incluem seu bloco na blockchain.

O protocolo bitcoin definiu que a cada 10 minutos alguém será capaz de resolver esse problema, registrar o bloco na blockchain e reivindicar sua recompensa pelo empréstimo do poder computacional. Cada bloco tem em média 1MB e cada transação tem cerca de 250 bytes. Dessa forma, cada bloco pode conter até 4.000 transações, mas o número de transações é completamente variável.

O ajuste da dificuldade da rede é dinâmico, de forma que a taxa de mineração mantenha-se sempre ajustada para que um bloco seja registrado a cada 10 minutos. Ou seja, não importa quantos mineradores estejam trabalhando na rede, alguém sempre será bem sucedido a cada 10 minutos e poderá reivindicar sua recompensa.

O reajuste da dificuldade ocorre em cada nó de forma completamente independente. A cada 2.106 blocos, a equação reajusta o alvo, medindo o tempo que levou para encontrar os últimos 2.106 blocos e o tempo esperado de 20.160 minutos. A dificuldade da mineração não depende do número de transações que a rede está processando, mas do hashing disponível na rede.

 
Mastering Bitcoin.

Observe que o gráfico abaixo da taxa de dificuldade do bitcoin é completamente diferente do gráfico de preço do bitcoin, mas acompanha o gráfico do hashrate.

Gráfico da Dificuldade:

 

https://www.blockchain.com/pt/charts/difficulty

Gráfico do Hashrate:

https://www.blockchain.com/pt/charts/hash-rate

 

Conclusão

O halving é um importante fenômeno que ocorre de quatro em quatro anos, cuja consequência é diminuição da oferta de bitcoin e da recompensa dos mineradores. O halving é um momento importante para o mercado, pois aumenta sua escassez e tende a aumentar o preço de sua unidade, no longo prazo.

Por esse motivo acreditamos que o BITCOIN só chegará perto do $100,000.00 no proximo HALVING daqui a aproximadamente 500 dias, podendo acontecer antes devido a outros acontecimentos importantes. 

 

 

 

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